terça-feira, 8 de junho de 2010

El Nordestino de Itatiba

Un dia quise ir a rumbear solo, pues Leandro y sus amigos no querian salir. Ellos me llevaron, me quedé en una cola enorme casi pegado a la pared porque estaba lloviendo y me tenia que proteger de la lluvia. Estando alli, de repente llego un chamo en la cola, mulato, flaquito definido y con facciones fuertes, de raiz africana, de cabello rizado y corto, vestido con una camiseta, un blue jean y unas botas de excursión.

Yo ni lo habia visto hasta que comenzó a decir un montón de groserías. "Puta que o pariu, essa chuva é uma merda. O clima nessa cidade é foda, né, meu?", dijo. Para mi no habia nada más atractivo en el mundo que un chamo con pinta de malandro, diciendo groserías y con un aspecto super masculino.

En la entrada intercambiamos algunas palabras, pero yo no podia quitarle la mirada de encima, me gustó burda. De repente él dijo su nombre para colocarlo en la tarjeta de consumo de la disco, Flávio Alexandre. Cuando oyó el mio, Manuel Alejandro, dijo: "el español es una lengua muy bonita, no?"

No había algo más adorable que un brasileño intentando hablar español. Después no hablamos más, pero estábamos cerquita en la pista, y yo mirándolo fíjamente. Finalmente y después de varios flirteos, malandro como él es, me agarró por el brazo, me empujó hacia la pared y me besó. Mier... mi primero beso en Brasil, y mira que fue EL BESO.


En ese momento se liberó una tensión sexual que estaba en el aire, porque nuestras miradas eran pesadas.

(traducido)
-- Fue tan rico como lo imaginaba. Pero no puedo besarte más - dijo.
-- Por qué? - Pregunté sorprendido.
-- Porque yo tengo novio, y él va a llegar en una hora más o menos - respondió.
-- Entonces tenemos una hora más para disfrutar y no dejarlo por la mitad - contesté.

A él le pareció una buena idea y estuvimos juntos en la disco durante nuestra hora, después lo dejé tranquilo pero intercambiamos teléfonos, pues él queria salir conmigo de la disco y me queria ver después de que el novio se fuera. El novio llegó y tuvimos que fingir que no nos conocíamos, pero lo mejor era que nos tropezábamos en el camino, y en esos pequeños encuentros aprovechábamos para besarnos desesperadamente, como si nunca hubiésemos besado a alguien. La tensión sexual permaneció intacta.

Un rato después y ya cerca de la hora de irnos, él desapareció, no lo vi más, y me fui de la disco sabiendo que él se habia ido con el novio, evidentemente, pero en el fondo sabía que por lo menos me iba a llamar, al final un beso expresa más que mil palabras.

O Nordestino de Itatiba

Um dia quis ir na balada sozinho, pois o Leandro e os amigos dele não queriam sair. Eles me levaram, fiquei numa fila enorme quase encostado na parede pois estava chovendo e eu tinha que me proteger da chuva. Estando lá, de repente chegou um cara na fila, mulato, magrinho definido e com feições fortes, de raiz africana, com cabelos encaracolados e curtos, vestido com uma regata, uma calça jeans e umas botas de excursão.

Eu nem olhara para ele até que começou a falar um monte de palavrões. "Puta que o pariu, essa chuva é uma merda. O clima nessa cidade é foda, né, meu?", falou ele. Para mim não tinha uma coisa mais atraente no mundo do que um cara com jeito de mano, falando palavrões e com um aspecto super masculino.

Nós até trocamos algumas palavras na entrada, mas eu não conseguia parar de olhar para ele, gostei mesmo do cara. Então ele falou o nome dele para colocar na comanda, Flávio Alexandre. Quando ouviu o meu, Manuel Alejandro, ele falou: "el español es una lengua muy bonita, no?".

Não tinha uma coisa mais fofa do que um brasileiro tentando falar espanhol. Depois não falamos mais, mas ficamos pertinho na pista, e o meu olhar era direto para ele. Finalmente, e depois de várias flertadas, do jeito safado que ele é, me pegou pelo braço, me encostou na parede e me beijou. Nossa! Meu primeiro beijo no Brasil, e olha que foi O BEIJO.

Nesse momento se liberou uma tensão sexual que estava no ar, pois os nossos olhares eram pesados.

-- Nossa! Foi tão gostoso quanto eu imaginava. Mas não posso beijá-lo mais - falou.
-- Por quê? - Perguntei surpreso.
-- Porque eu namoro, e o meu namorado vai chegar daqui a uma hora - respondeu.
-- Então a gente tem mais uma hora para beijar e não deixar pela metade - eu disse.

Ele topou e ficamos juntos durante a nossa hora, depois deixei ele tranquilo e trocamos telefones, pois ele queria sair da balada comigo e queria me ver depois do namorado ir embora. O namorado chegou e tivemos que fingir que não nos conheciamos, mas o melhor era que nos tropeçávamos no caminho, e nesses pequenos encontros aproveitávamos para beijar desesperadamente, como se nunca beijaramos alguém. A tensão sexual ficou intacta.

Um tempo depois e já perto do horário de partida, ele sumiu, não consegui vê-lo mais, fui embora sabendo que ele partira com o namorado, lógico, mas no fundo sabia que ele ia me ligar pelo menos, afinal um beijo expressa mais do que as palavras.

Calor de Hogar

A dos semanas de haber llegado a Brasil, me mudé para casa de Fátima, una señora morena, gordita, super amable y cariñosa, casada con Olímpio, 30 años mayor que ella y que ya sufre las consecuencias de la edad.

En esa casa se respiraba un aire diferente, más tranquilo, familiar y sin vicios. Allá yo tenía un cuarto para mi. Como la casa no estaba terminada, el cuarto no estaba pintado, pero tenia un escritorio y mi colchón en el piso para dormir, sin almohada, pero bueno, todos los comienzos son difíciles.

Mi estadía allá fue bien tranquila, sin problema alguno ni nada que me hiciera sentir incómodo. Fátima cocinaba divino y me atendia como si yo fuera su hijo, hasta me lavaba la ropa. Nuestras conversaciones eran finísimas porque a ella le interesaba mucho saber sobre Venezuela y yo sentía que habia alguien queriendo escuchar lo que yo queria contar.

Olímpio era más tranquilo y callado, pero siempre muy educado. Él, como la mayoria de los ancianos, queria que alguien oyera sus historias, yo era feliz hablando con él, nosotros viajábamos, yo me sentía dentro de un cuento, sobre todo luego de que Fátima me dijera que todo lo que me había dicho Olímpio era mentira, pues él sufre de Alzheimer y demencia.

Calor de Lar

Às duas semanas de ter chegado no Brasil, mudei para a casa da Fátima, uma senhora morena, gordinha, muito amável e carinhosa, casada com Olímpio, trinta anos mais velho do que ela e que já sofre as consequências da idade.

Nessa casa se respirava um ar diferente, mais tranquilo, familiar e sem vícios. Lá eu tinha um quarto para mim. Como a casa estava sem terminar, o quarto não estava pintado, mas tinha uma escrivaninha e o meu colchão no chão para dormir, sem travesseiro, mas tudo bem, os começos sempre são difíceis.

A minha estada lá foi bem tranquila, sem problema nenhum nem nada para me sentir desconfortável. A Fátima cozinhava uma delícia e me atendia como se eu fosse o filho dela, até lavava as minhas roupas. Nossas conversas eram muito legais pois ela ficava muito interessada sobre a Venezuela e eu sentia que tinha alguém querendo ouvir o que eu tinha para dizer.

O Olímpio era mais calmo e calado, mas sempre muito educado. Ele, como a maioria dos idosos, queria que alguém ouvisse as suas histórias, eu era feliz falando com ele, a gente viajava, me sentia dentro de um conto, sobre tudo depois que eu falava com a Fátima e ela me dizia que tudo o que Olímpio falara era falso, a final ele sofria de Alzheimer e demência.